segunda-feira, 10 de março de 2008

O Nada Absoluto

O acontecimento do nada é co-habitante de toda a existência, tudo é lugar para nada. Ou seja, qualquer coisa que existe pode ter consigo uma determinada existência e, esta existência, quando ausente, causa o nada.

Falar de nada como ausência é relativamente simples, complexo mesmo é o conceito de nada absoluto. É fácil pensar que algo poderia existir num tal espaço mas, por não existir, nada é. Difícil é imaginar a ausência absoluta de existência.

Se todas as coisas desaparecessem e somente o espaço restasse, ainda não aconteceria o nada absoluto, já que o espaço constitui existência. Seria necessário também o espaço desaparecer e não existir mais coisa alguma em lugar algum, aí sim: Nada absoluto.

4 comentários:

AGNALDO MILANI Mogi ds Cruzes disse...

De fato, possível inferir que o NADA ABSOLUTO nunca existiu, porquanto, se algum momento do tempo houvesse O NADA ABSOLUTO isso implicaria em que continuasse a haver tão somente o nada absoluto. Entretanto nós existimos, estamos e somos seres auto conscientes dentro de um universo que é nosso meio. Então o que será que existia ANTES DE NÓS e nosso meio.
Podemos chamar de agente eterno causador da vida. Como esse agente deve ser consciente, pois tomou uma decisão de criar, logo podemos concluir que o ser eterno causador de tudo é uma PESSOA,com poder de decidir e resolver fazer algo. Segundo os físicos modernos, tudo que é partícula e matéria tem origem em um campo NÃO DIMENSIONAL, NÃO TEMPORAL que eles denominaram Campo de cordas. Afirmam que a matéria não passa de flutuações quânticas desse campo de INFINITAS PROBABILIDADES E POSSIBILIDADES no qual há um fenômeno denominado COLÁPSO DA FUNÇÃO DE ONDA através do qual surgem as partículas elementares que são os tijolos para formação dos átomos, moléculas e substâncias. O que é mais interessante nesses estudos da física quântica moderna é que os pesquisadores inferiram que para haver o colápso da função de onda PRIMORDIAL, na qual as primeiras partículas passaram a existir saindo do campo essencial das infinitas possibilidades para existencia real, Isso inclui o próprio continum espaço-tempo (SINGULARIDADE) imprescindível, segundo eles, HAVER UMA CONSCIÊNCIA pré-existente. Ou seja ANTES que uma primeira partícula houvesse, já havia uma consciência para provocar tal fenomeno. EM HEBREUS CAPÍTULO 11 VERSÍCULO 03 consta: Pela fé entendemos que tudo o que é visível foi formado pelo que não é visível

O PAGINISTA DO ATENEU disse...

Na verdade, a física quântica elimina a necessidade de existência de um ser causador devido as possibilidades e probabilidades infinitas do movimento quântico das 'cordas' (que seriam especies de subdivisões das subparticulas). Ou seja, as subparticulas surgem devido as constantes sibilações dessas 'cordas' que deram origem, em algum momento, ao bóson de Higgs, que, por sua vez, deu origem a outras subparticulas através do acumulo de energia no campo de Higgs.
De outra sorte, se estamos falando de nada absoluto, não podemos evocar a física quântica, e a teoria das cordas, pois elas necessitam das leis universais para subsistirem e logo pressupõem a existência de algo que não o nada absoluto.

Jorge Acioli disse...

Nenhuma lei, o caos do que não é. Nada. Porque nada nadificado sobre o ser é referenciável. A referência, em termos de linguagem, quase coisifica. Brabo mesmo é pensar na possibilidade de um nada absoluto. Apresente-se, meu caro. Obrigado por instigar ideias antigas.

Jorge Acioli disse...

Nenhuma lei, o caos do que não é. Nada. Porque nada nadificado sobre o ser é referenciável. A referência, em termos de linguagem, quase coisifica. Brabo mesmo é pensar na possibilidade de um nada absoluto. Apresente-se, meu caro. Obrigado por instigar ideias antigas.